WhatsApp Image 2020-12-08 at 18.04.44O atraso que se verifica na reabilitação das escolas para responder aos desafios da pandemia da COVID-19, no contexto do retorno seguro dos alunos às aulas presenciais, poderá gerar um acesso desigual ao ensino, segundo dados do Relatório de Monitoria as escolas, produzido pelo Centro de Aprendizagem e Capacitação da Sociedade Civil (CESC).

 

É que apenas 29 das 108 escolas abrangidas pela Monitoria tinham obras concluídas para o início das aulas. Cerca de 59,2 % das escolas visitadas ainda não reuniam em simultâneo as condições básicas de prevenção, e 48,2% das escolas não passaram por nenhuma obra ou reabilitação durante o período do estudo realizado entre 28 de Setembro a 2 de Outubro de 2020.

 

O documento resulta do trabalho realizado pela equipa do CESC a 108 escolas das províncias de Nampula, Cabo Delgado, Niassa, Tete e Zambézia, com base num inquérito e entrevistas às direcções das escolas, bem como a documentação de outras evidências, avaliando as condições de higiene, saneamento e abastecimento de água, infraestruturas e salas de aulas, de modo a garantir o distanciamento físico, a disponibilidade de informação sobre a COVID19, e aspectos ligados às obras programadas para decorrer antes da reabertura.

O CESC apresentou o documento ao público no geral, durante o mês de Novembro último, num evento realizado através de um seminário virtual, tendo partilhado igualmente o Relatório na manhã de hoje (08.12), na Cidade de Maputo, aos parceiros do Movimento Educação Para Todos (MEPT), do qual faz parte, a margem do encontro de balanço anual daquele movimento.

 

Principais Recomendações do Estudo

 

Para alterar os cenários negativos verificados pela equipa que produziu o documento, foram feitas várias recomendações, muitas delas dirigidas ao sector da Educação e Desenvolvimento Humano.

 

Destacam-se a necessidade da conclusão atempada das obras de construção e reabilitação para o ano 2021, olhando as disparidades entre as províncias, assegurando que os materiais sutilizados obedeçam aos critérios de resiliência e durabilidade; A elaboração e divulgação aos cidadãos, de um plano de ensino alternativo para os alunos das escolas não reabertas ( em especial do ensino secundário), e planos ou ferramentas de apoio e recuperação dos alunos não abrangidos pela primeira fase da reabertura escolar, com base nas lições aprendidas sobre o ensino à distância durante o período de Estado de Emergência, observando as questões sobre o acesso as Tecnologias de Informação e Comunicação.WhatsApp Image 2020-12-08 at 18.04.43

 

São ainda recomendações, o reforço do investimento na manutenção das infraestruturas e equipamentos escolares, garantindo a educação quer dos professores e alunos, como da comunidade geral para a manutenção contínua do património público, bem como o uso de outros espaços públicos em melhores condições como alternativa aos recintos escolares que ainda não possuem condições.

 

A Divulgação ampla do protocolo sanitário e de todas as medidas de prevenção, limpeza, rastreamento e encaminhamento de casos suspeitos de COVID-19 na escola, assim como critérios sobre quando as escolas serão ou não fechadas caso haja uma situação de surto, através dos diferentes medias, rádios comunitárias e canais televisivos assim como cartazes nas escolas, são igualmente parte das recomendações do Documento.

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