June 55

É a segunda vez que associações apoiadas pelo CESC, através do programa IGUAL, engajam as Forças Armadas de Defesa de Moçambique (FADM) na linha de frente do combate contra violência baseada no género em Cabo Delgado, destacando a necessidade de proteger as mulheres e as raparigas em situação de violência.

Depois de Ancuabe em 2024, agora foi a vez dos distritos de Mueda e Mocímboa da Praia de acolher treinamentos de militares em matérias relacionadas com a violência baseada no género e masculinidades positivas, entendidas como práticas positivas que encorajam homens e rapazes a se envolverem activamente na prevenção da violência contra as mulheres, na promoção da igualdade de género e do empoderamento feminino.

 

As sessões foram organizadas pelas parceiras do CESC, PROMURA e Access Mulher, e juntaram 25 militares em Mueda, nos dias 01 e 02 de Julho, e 26 militares do Batalhão CHITA de Mocímboa da Praia, nos dias 04 e 05 de Julho.Normas sociais que moldam o comportamento masculino, papéis e estereótipos de género, tipos de violência baseada no género e papel dos militares na sua prevenção foram os temas que dominaram as discussões durante os treinamentos.

Em Mocímboa da Praia, o primeiro dia do treinamento contou com a presença do Secretário Permanente do distrito, Benjamim Isac, que enalteceu a iniciativa dos parceiros do CESC de colaborar com o governo local em acções de protecção das mulheres e raparigas contra a violência baseada no género. Aos militares, o Secretário Permanente apelou à valorização e à partilha dos conhecimentos adquiridos para que outros militares se engajem na protecção dos direitos humanos das mulheres.

 

Numa província como Cabo Delgado onde o contexto de conflito armado afectou a confiança entre a população e as FADM, o envolvimento de militares na prevenção e combate à violência baseada no género nas comunidades pode concorrer para criar um ambiente de diálogo e para restaurar a confiança perdida.

O exemplo das parceiras do CESC serve para mostrar a importância de apostar em organizações locais, apoiando-as financeiramente e reforçando as suas capacidades institucionais e as suas abordagens de advocacia. Elas são capazes de penetrar em instituições tradicionalmente fechadas e pouco sensíveis a certas matérias relacionadas com direitos humanos. Elas são capazes de desencadear, a partir da base, mudanças positivas sobre a forma de pensar e de agir das instituições, influenciando, a nível central, políticas e iniciativas legislativas.

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