“Estamos felizes pelo apoio”, foi assim como reagiram as alunas que esta terça-feira (04 de Março) receberam kits de material escolar constituídos por cadernos, canetas, lápis, afiadores, pastas, borrachas e mochilas. As 125 beneficiárias incluem raparigas órfãs, raparigas com deficiência, raparigas grávidas e aquelas que são lactantes, e todas estudam nas escolas primárias de Napacala e Namiro, localizadas no distrito de Monapo, província de Nampula.
A aquisição de kits escolares foi financiada pelo Banco Comercial e de Investimentos (BCI) no valor de 200.000,00 meticais, à luz da iniciativa denominada “parcerias com o sector privado” que o CESC está a promover para assegurar a educação básica das meninas e a sua permanência nas escolas.
No seu discurso por ocasião da entrega dos kits escolares, o director comercial do BCI em Nampula, Gimo António Alage, disse que o banco se associou à iniciativa do CESC pois a educação sempre foi uma das áreas de grande interesse no âmbito da sua política de responsabilidade social. “Estamos cientes de que apoiar a educação das raparigas é essencial para garantir um futuro mais justo e promissor para todos. Sabemos que as raparigas educadas de hoje serão as líderes, inovadoras e empreendedoras do amanhã. Investir nelas é investir no futuro de Moçambique”, disse.
O representante do BCI explicou ainda que o compromisso do banco com o avanço da educação das raparigas reflecte-se também no seu alinhamento com a visão do CESC de garantir que mais raparigas completem com sucesso o ensino básico. Mas o apoio do BCI não se limita apenas à educação formal: “Estamos igualmente comprometidos com a transformação socioeconómica, em especial no apoio ao empreendedorismo e ao desenvolvimento sustentável”.
Em representação do CESC, Ana Figueiredo, especialista de Educação e Género, disse que enquanto organização da sociedade civil, o CESC tem procurado envolver o sector privado na causa da educação, incentivando as empresas a juntarem-se a iniciativas de responsabilidade social que permitam que mais raparigas acedam à escola e concluam os seus estudos.
“O BCI respondeu exemplarmente a este apelo, mobilizando recursos para apoiar 125 raparigas com kits de material escolar. Esta é uma acção louvável, que demonstra o poder da solidariedade e o impacto positivo que as empresas podem ter na vida das crianças moçambicanas. Quando o sector privado se junta à sociedade civil e ao governo, conseguimos ampliar o impacto das iniciativas e oferecer às nossas crianças, especialmente às raparigas, as oportunidades que merecem para um futuro melhor”, explicou.
Dirigindo-se às beneficiárias, Ana Figueiredo defendeu que o CESC e o BCI não estavam apenas a entregar material escolar: “Estamos a reafirmar que cada rapariga aqui presente tem um potencial imenso e a sua educação é fundamental para o desenvolvimento de Moçambique. Aproveitem esta oportunidade, estudem com dedicação e nunca desistam dos vossos sonhos. E lembrem-se: A educação é a chave que abrirá as portas ao futuro”.
Na componente da educação das raparigas, o CESC tem feito a distribuição de kits de material escolar e de higiene menstrual para raparigas vulneráveis, bem como a promoção de campanhas de limpeza às escolas e de obtenção de documentos relevantes, como cédulas de nascimento e atestados de pobreza. Igualmente, a organização realiza treinamentos de professores e de conselhos de escola em abordagens inclusivas de género, assegura o encaminhamento de raparigas para os serviços de Saúde Sexual e Reprodutiva e de resposta à Violência Baseada no Género.
A abordagem do CESC de colaboração com o sector privado procura identificar e formar alianças com empresas e agentes económicos que possam contribuir com pequenas iniciativas sociais que incentivem a permanência das raparigas na escola. Isso inclui oferecer bolsas de estudo, kits de material escolar, garantir transporte e colaborar na melhoria das infra-estruturas e equipamentos das escolas onde o CESC actua.




