No âmbito da sua campanha “Minha União Africana” iniciada em Maio de 2015, o Centro de Aprendizagem e Capacitação da Sociedade Civil (CESC) escalou em Março deste ano o distrito de Chibuto, província de Gaza, para interagir com estudantes da Escola Superior de Negócios e Empreendedorismo do Chibuto (ESNEC) da Universidade Eduardo Mondlane (UEM).
No local, o activista social Anastácio Matavel fez uma apresentação que versou sobre a "União Africana e os Direitos Humanos: os desafios do empoderamento da Mulher", uma forma de enquadrar os estudantes e levá-los à reflectir sobre o assunto.
Matavel recordou que 2016 é o ano em que todo o continente deve lutar pelo empoderamento da mulher pelos desafios que esta ainda enfrenta nas esferas social, económica e política nos países.
Os estudantes não se fizeram de rogados e questionaram a forma de trabalho e o impacto da UA no seu dia-a-dia, num evento que contou com a presença de docentes e do Director Pedagógico da ESNEC.
Simião Cambula, estudante do 2º ano do curso de Agro-Negócios lamentou o facto de os cidadãos ainda não sentirem os feitos e importância da União Africana nas suas vidas.
“Temos ouvido falar da UA, sabemos que existe mas nas vidas das populações ainda não sabemos para que serve. Todos os dias aprova-se documentos mas que não tem impacto na melhoria da nossa vida, a não ser que o que se faz não esteja a ser divulgado”, disse.
Ainda no âmbito da campanha, o CESC escalou a cidade de Xai-xai, concretamente a Escola Secundária com o nome da cidade para divulgar a campanha e incentivar os estudantes a interessarem-se pelos assuntos desta organização.
Os quase 100 estudantes envolvidos na actividade passaram por um “quis” sobre a União Africana onde demonstraram ter conhecimentos básicos sobre a mesma.
Os que responderam acertadamente ao questionário durante a interacção ganharam camisetas, bonés, brochuras sobre a UA, a campanha e outros livros que falam dos direitos dos cidadãos nos países africanos.
Como não podia deixar de ser, os estudantes de Chibuto e Xai-xai também assinaram a Petição pela implementação dos instrumentos da UA nos países membros.




