A família CESC prestou no dia 01 de Abril uma homenagem à Paula Monjane pela liderança, criatividade e compromisso com a causa que demostrou durante os 15 anos em que esteve à frente da organização como Directora Executiva. O evento serviu igualmente para desejar as boas-vindas à Fidélia Chemane, a nova Directora Executiva do CESC, com efeitos a partir de 01 de Abril de 2025.
 
Na cerimónia que decorreu nos escritórios do CESC em Maputo, os Membros do Conselho de Direcção e dos órgãos sociais do CESC e os colaboradores deixaram ficar mensagens de carinho e de agradecimento à Paula Monjane, que cessou as funções de Directora Executiva do CESC no dia 31 de Março de 2025.
 
Falando em nome da família CESC, a Presidente do Conselho de Direcção, Fernanda Teixeira, descreveu a liderança da Paula Monjane como exemplo único e digno de ser usado não só no mundo das organizações da sociedade civil, mas também nos sectores público e privado. E agradeceu o contributo inestimável que Paula Monjane deu na estruturação, crescimento e consolidação do CESC como uma das organizações mais relevantes na sociedade moçambicana.
 
A nova Directora Executiva assume as funções num momento de muitas mudanças, transições importantes e de muitas incertezas em Moçambique e no mundo, como fez notar a Presidente do Conselho de Direcção do CESC.
“Mas conhecemos a sua força, a sua visão, criatividade e ambição de fazer melhor em benefícios de causas nobres. Não duvidamos que será capaz, com o apoio de todos, de vencer os desafios e de continuar esta fantástica jornada do CESC”, disse Fernanda Teixeira.
 
Já a Directora Executiva cessante descreveu Fidélia Chemane como a melhor pessoa para continuar a expandir e a consolidar o trabalho do CESC, bem como para enfrentar os desafios que afectam Moçambique. Paula Monjane agradeceu o apoio que recebeu de todos os colaboradores e de todos os membros dos órgãos sociais do CESC durante a sua liderança.
 
“Os resultados que atingimos reflectem em grande medida a liderança superior que recebemos dos órgãos sociais. Sempre estiveram disponíveis para nos orientar a primar por excelência”, reconheceu.
 
Fidélia Chemane volta para o CESC como Directora Executiva depois de ter trabalhado para esta organização como Directora do Programa de Voz e Liderança das Mulheres de Moçambique – ALIADAS (2019-2024). Apesar de se definir como sonhadora e utópica, Fidélia disse que quando chegou ao CESC em 2019 nunca sonhou que um dia fosse ocupar o cargo de Directora Executiva da organização. Por isso, agradeceu a oportunidade e a confiança e pediu a colaboração de todos e de todas para manter o CESC como organização relevante em Moçambique.

Através de uma “Feira de Partilha de Conhecimento”, o CESC juntou esta quinta-feira, em Maputo, os parceiros do projecto “Promovendo a participação e liderança das mulheres e raparigas nos processos de paz, segurança e recuperação em Moçambique” para celebrar os resultados, trocar experiências e reflectir sobre as estratégias para consolidar os avanços alcançados durante os 20 meses de implementação da iniciativa. Além de celebrar os resultados, a Feira também serve para assinalar a passagem dos 25 anos da Resolução1.325 das Nações Unidas, sob o lema “Quando as Mulheres Lideram, a Paz Acontece”.

 

Uma frase bastante apelativa e que evidencia a importância da participação e liderança das mulheres nos processos de paz. E é justamente isso que o projecto também conhecido por “Elas por Elas” promoveu nos distritos Chiúre, Ancuabe e Montepuez, em Cabo Delgado; Nhamatanda, Cheringoma e Chibabava, em Sofala; Meconta, em Nampula; e Báruè, em Manica. Financiado pelo Governo do Reino da Noruega e implementado pela ONU Mulheres em parceria com o Ministério do Trabalho, Género e Acção Social e um consórcio de organizações da sociedade civil (OPHENTA,IESE, LEMUSICA, GAMPIS, HIKONE e ??? - ?????????? ?????), o “Elas por Elas” alcançou resultados significativos ao promover a participação activa das mulheres na construção da paz, segurança e no desenvolvimento sustentável, impactando na vida de milhares de mulheres e raparigas residentes nas áreas de implementação.

Como sublinhou Paula Monjane, Directora Executiva do CESC, o “Elas por Elas” representa o compromisso das parceiras com a Agenda Mulheres, Paz e Segurança. “O trabalho conjunto das parceiras permitiu a criação de redes de mulheres que, nas suas comunidades, promovem reflexões sobre a participação e liderança das mulheres nos espaços de tomada de decisões; prestam apoio psicológico às vítimas de violência baseada no género, num acto de solidariedade e de cuidados entre as mulheres; reportam casos de uniões prematuras e levam as preocupações das mulheres e raparigas às lideranças comunitárias e do Governo”, explicou Paula Monjane, no discurso inaugural da Feira. Cerca de 8.000 pessoas, incluindo 6.345 mulheres e raparigas, foram alcançadas pelas campanhas locais porta-a-porta, diálogos comunitários e sessões de formação conduzidas por uma rede de 240 mulheres‘ sentinelas da paz’ e 17 ‘campeões da paz’, contribuindo para a construção da paz a nível local.
 
O “Elas por Elas” criou 55 ‘espaços seguros amigos das mulheres’ que funcionam como refúgios seguros onde as mulheres podem encontrar assistência, trocar experiências e aceder a serviços, recursos e informações essenciais. Cerca de 2.600 mulheres passaram por estes espaços. E para monitorar a participação das mulheres e a inclusão das perspectivas de género nas negociações de paz, na planificação humanitária, nas operações de manutenção da paz e na governação pós-conflito, o projecto treinou as mulheres “sentinelas da paz” sobre o uso do Cartão de Pontuação Comunitária (CPC). Trata-se de uma ferramenta de avaliação do acesso e qualidade dos serviços públicos que agora foi adaptada para monitorar e avaliar a Agenda Mulheres, Paz e Segurança.
 
O empoderamento das mulheres e raparigas foi outra componente deste projecto. Mais de mil raparigas foram treinadas em áreas profissionais, como avicultura, horticultura, construção civil, apicultura e culinária, sendo que 80% conseguiram estágios em empresas locais. Mais de seis mil mulheres directamente afectadas pelo conflito tiveram acesso a programas de literacia financeira e grupos de poupança comunitária, fortalecendo a sua autonomia económica. Além das organizações da sociedade civil parceiras, a Feira de Partilha de Conhecimento do “Elas por Elas” contou com a participação de mulheres e raparigas beneficiárias das intervenções do projecto e de representantes da ONU Mulheres Moçambique, da UNICEF, da Embaixada do Ruanda, da Embaixada do Canadá, da Embaixada da Finlândia, da Embaixada da Suécia, da Embaixada do Reino da Noruega, da Embaixada da Alemanha e do Governo de Moçambique.
Iniciou esta segunda-feira, em Maputo, a reunião de indução das 17 associações e colectivos informais de jovens que vão implementar os projectos seleccionados e financiados no âmbito das “Iniciativas Juvenis”, uma abordagem inovadora liderada pelo CESC, através do Programa IGUAL, e com o apoio da Embaixada do Reino dos Países Baixos em Moçambique.
 
Durante os três dias que irá durar o evento, os representantes das associações vão receber indução sobre os procedimentos de comunicação e reporte de histórias de sucesso, procedimentos administrativos e financeiros; metodologias de reportes narrativos e financeiros; monitoria, avaliação e aprendizagem; estratégia de GESI do Programa IGUAL e desenho de propostas e fundrising.
 
O momento mais alto do evento irá decorrer na quarta-feira, 19 de Março, dia reservado para o lançamento oficial das “Iniciativas Juvenis”, que inclui a assinatura dos contratos de subvenção entre o CESC e os representantes das 17 associações e grupos informais de jovens. O momento irá contar com a presença da Directora Executiva do CESC, Paula Monjane; da Embaixadora do Reino dos Países Baixos, Elsbeth Akkerman, e do Ministro da Juventude e Desportos, Caifadine Manasse.
 
As “Iniciativas Juvenis” serão implementadas nas províncias de Sofala (seis projectos), Cabo Delgado (cinco projectos), Manica (dois projectos) e Maputo (quatro projectos), por um período não superior de seis meses. Os 17 projectos foram seleccionados através de um concurso público para o qual concorreram mais de 250 associações de jovens e colectivos de jovens informais.
 
Agronegócios e empreendedorismo em hortas comunitárias; gestão de resíduos sólidos e de microempresas de reciclagem; protecção de ecossistemas costeiros; gestão de negócios; economia verde; adaptação e resiliência comunitária; capacitação e inclusão digital das mulheres jovens; empoderamento feminino e liderança das mulheres; direitos humanos e cidadania activa são as principais áreas de intervenção dos projectos seleccionados.
As “Iniciativas Juvenis” representam um esforço do CESC e Embaixada do Reino dos Paises Baixos de promover e apoiar o empreendedorismo social e a inovação, financiando projectos liderados por jovens e para jovens, especialmente para jovens raparigas.
Um mês depois da assinarem os contratos de financiamento com o CESC para a implementação de projectos na área de agricultura, por quatro associações comunitárias de base (OCB) do distrito de Chimbunila, província do Niassa, já estão no terreno a preparar os campos de produção e a receber insumos agrícolas.
 
Trata-se das associações Chitukuko, da comunidade de Nancuenha; Chipange Tcheto, da comunidade de Mapaco; Chitukuko de Naconda; e Comité de Gestão de Recursos Naturais, da comunidade de Singewe, cujos projectos agrícolas prometem transformar a produção local, fortalecer as comunidades e promover o desenvolvimento socioeconómico.
 
O financiamento às associações locais é liderado pelo CESC no âmbito da iniciativa Fundo Orientado pela Demanda da Comunidade (CDDF, sigla em inglês), uma componente do projecto de Resiliência Rural do Norte de Moçambique (MozNorte). Além da agricultura, os contratos assinados entre o CESC e as associações locais dos distritos de Chimbunila, Sanga e Lago incluem projectos da área de transporte.
 
Apoiado financeiramente pelo Banco Mundial, o MozNorte é liderado pelo Governo de Moçambique, através do Fundo Nacional para o Desenvolvimento Sustentável (FNDS), e a sua implementação é coordenada pelo Escritório das Nações Unidas de Serviços para Projectos (UNOPS). Este projecto visa melhorar o acesso a oportunidades de subsistência para comunidades vulneráveis e a gestão de recursos naturais em áreas rurais selecionadas do Norte de Moçambique.
 
No Niassa, a componente CDDF é implementada por um consórcio liderado pelo CESC e que inclui a Livaningo e Lexterra, em seis distritos, nomeadamente Chimbunila, Mecula, Maua, Lago, Sanga e Muembe.
“Estamos felizes pelo apoio”, foi assim como reagiram as alunas que esta terça-feira (04 de Março) receberam kits de material escolar constituídos por cadernos, canetas, lápis, afiadores, pastas, borrachas e mochilas. As 125 beneficiárias incluem raparigas órfãs, raparigas com deficiência, raparigas grávidas e aquelas que são lactantes, e todas estudam nas escolas primárias de Napacala e Namiro, localizadas no distrito de Monapo, província de Nampula.
 
A aquisição de kits escolares foi financiada pelo Banco Comercial e de Investimentos (BCI) no valor de 200.000,00 meticais, à luz da iniciativa denominada “parcerias com o sector privado” que o CESC está a promover para assegurar a educação básica das meninas e a sua permanência nas escolas.
 
No seu discurso por ocasião da entrega dos kits escolares, o director comercial do BCI em Nampula, Gimo António Alage, disse que o banco se associou à iniciativa do CESC pois a educação sempre foi uma das áreas de grande interesse no âmbito da sua política de responsabilidade social. “Estamos cientes de que apoiar a educação das raparigas é essencial para garantir um futuro mais justo e promissor para todos. Sabemos que as raparigas educadas de hoje serão as líderes, inovadoras e empreendedoras do amanhã. Investir nelas é investir no futuro de Moçambique”, disse.
 
O representante do BCI explicou ainda que o compromisso do banco com o avanço da educação das raparigas reflecte-se também no seu alinhamento com a visão do CESC de garantir que mais raparigas completem com sucesso o ensino básico. Mas o apoio do BCI não se limita apenas à educação formal: “Estamos igualmente comprometidos com a transformação socioeconómica, em especial no apoio ao empreendedorismo e ao desenvolvimento sustentável”.
 
Em representação do CESC, Ana Figueiredo, especialista de Educação e Género, disse que enquanto organização da sociedade civil, o CESC tem procurado envolver o sector privado na causa da educação, incentivando as empresas a juntarem-se a iniciativas de responsabilidade social que permitam que mais raparigas acedam à escola e concluam os seus estudos.
 
“O BCI respondeu exemplarmente a este apelo, mobilizando recursos para apoiar 125 raparigas com kits de material escolar. Esta é uma acção louvável, que demonstra o poder da solidariedade e o impacto positivo que as empresas podem ter na vida das crianças moçambicanas. Quando o sector privado se junta à sociedade civil e ao governo, conseguimos ampliar o impacto das iniciativas e oferecer às nossas crianças, especialmente às raparigas, as oportunidades que merecem para um futuro melhor”, explicou.
 
Dirigindo-se às beneficiárias, Ana Figueiredo defendeu que o CESC e o BCI não estavam apenas a entregar material escolar: “Estamos a reafirmar que cada rapariga aqui presente tem um potencial imenso e a sua educação é fundamental para o desenvolvimento de Moçambique. Aproveitem esta oportunidade, estudem com dedicação e nunca desistam dos vossos sonhos. E lembrem-se: A educação é a chave que abrirá as portas ao futuro”.
 
Na componente da educação das raparigas, o CESC tem feito a distribuição de kits de material escolar e de higiene menstrual para raparigas vulneráveis, bem como a promoção de campanhas de limpeza às escolas e de obtenção de documentos relevantes, como cédulas de nascimento e atestados de pobreza. Igualmente, a organização realiza treinamentos de professores e de conselhos de escola em abordagens inclusivas de género, assegura o encaminhamento de raparigas para os serviços de Saúde Sexual e Reprodutiva e de resposta à Violência Baseada no Género.
 
A abordagem do CESC de colaboração com o sector privado procura identificar e formar alianças com empresas e agentes económicos que possam contribuir com pequenas iniciativas sociais que incentivem a permanência das raparigas na escola. Isso inclui oferecer bolsas de estudo, kits de material escolar, garantir transporte e colaborar na melhoria das infra-estruturas e equipamentos das escolas onde o CESC actua.

Newsletter

Parceiros financiadores:

canada-logo 2  .oie gqSWlk2X3IsB  swissDepartament of    Pestaloze  472ced236bfc37a84aecbb01d1f2b934Visao mundial GIZ  USADA

scamscamscamscamscamscamscamscamscamscamscamscamscamscam