WhatsApp Image 2020-05-20 at 14.57.36A Directora do Centro de Aprendizagem e Capacitação da Sociedade Civil (CESC), Paula Monjane, questionou a razoabilidade dos subsídios de reintegração dos dirigentes do Estado, incorporados no Orçamento Geral do Estado (OGE) de 2020.

 

É que segundo observou, o custo desta despesa, avaliada em pouco mais de 1,6 mil milhões de meticais, contrasta com a realidade difícil pela qual passa a maioria da população moçambicana.

 

" Estes subsídios são aprovados numa altura em que a maioria da população moçambicana está numa situação de eminência de fome, devido aos impactos impostos pela COVID-19", lembra.

 

Para a activista social, há elementos bastantes que o governo deveria levar em conta antes de sobrecarregar o OGE com incompreensíveis despesas, num Pais em dificuldades como Moçambique.

 

" São subsídios distribuídos num País em que o salário mínimo chega a ser pouco mais de 4mil meticais e sem previsão de qualquer aumento este ano, onde milhões de pessoas não têm acesso aos serviços de saúde de qualidade, nem mesmo um simples parecetamol", lamentou.

 

Paula Monjane, que falava nesta terça-feira no programa "Linha Aberta" da Stv, disse ainda que, por estes e outros motivos, o custo de oportunidade social dos subsídios de reintegração dos dirigentes, ministros e deputados é grande sendo ética e moralmente inaceitável.

 

"O custo de oportunidade social dos subsídios aos dirigentes, no contexto da COVID-19 é grande.  Com este valor o País poderia construir mais unidades sanitárias, e também reforçar os serviços de saúde que enfrenta desafios de vária ordem. Estamos diante de uma situação ética e moralmente questionável e inaceitável, e esperamos que os dirigentes renunciem estas regalias e que as leis que legitimam estas desigualdades sejam revistas e ajustadas ao contexto do país", concluiu

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