WhatsApp Image 2020-05-13 at 17.07.02A Directora do Centro de Aprendizagem e Capacitação da Sociedade Civil (CESC), Paula Monjane, considera o julgamento do assassinato activista Anastácio Matavele, que iniciou ontem, dia 12 de Maio, na província de Gaza, um teste a seriedade do Sistema de justiça moçambicano.

 

“O julgamento deste caso interessa não só aos familiares e companheiros de luta de Anastácio Matavele, interessa ao povo moçambicano no geral, principalmente por ser um teste à seriedade do funcionamento da administração da justiça do Estado, que tem pela frente arguidos ao serviço do Estado que, ao invés de protegerem os cidadãos, atentam contra a sua vida”, considerou.

 

Anastácio Matavele, era membro da sociedade civil moçambicana, e foi assassinado a 7 de Outubro de 2019, na Cidade de Xai-Xai, na província de Gaza, quando saia de um evento de preparação do processo de observação das eleições Gerais e das Assembleias Provinciais, que teriam lugar dias depois.

 

Em conexão com o seu assassinato, 7 réus, dos quais 6 afectos à Unidade de Intervenção Rápida da Polícia de República de Moçambique, e um professor, da mesma província, estão a ser julgados pelo seu envolvimento directo e indirecto na consumação deste macabro crime.

 

Uma das expectactivas da sociedade civil moçambicana é conhecer os autores morais do crime, tendo em conta que os arguidos ora julgados estão conectados a execução material.

 

Ao Tribunal Judicial de Gaza, onde decorre a sessão, o povo moçambicano espera conhecer os autores morais do crime, uma oportunidade de aproximação da confiança dos cidadãos a justiça do seu País, cuja acção é, muita das vezes, minada por interesses políticos e económicos.

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