A fraca qualidade de Ensino e Aprendizagem (os alunos não sabem ler, escrever e contar), o absentismo dos professores e alunos, a falta de condições nas escolas (salas, água, casas de banho e material didâctico) continuam os maiores desafios do sector de Educação.

Esta constatação consta da pesquisa lançada no dia 27 de Outubro de 2016, em Maputo (hotel Rovuma) pelo Centro de Aprendizagem e Capacitação da Sociedade Civil (CESC), em parceria com o Programa CEP (Cidadania e Participação).

Intitulada “ESTADO DO SECTOR: Percepção do Cidadão sobre a Provisão dos Serviços de Educação Primária em Moçambique”, a pesquisa abrangeu 132 escolas e tinha como objectivo avaliar o estado de provisão de serviços de educação usando os resultados sobre o grau de satisfação do cidadão, espelha as percepções dos cidadãos/alunos/pais e encarregados de Educação/e Gestores Escolares sobre os principais e actuais desafios do Sector.

No lançamento do Estado do Sector, Fernanda Farinha, Directora do CEP afirmou que o estudo foi feita precisamente para alertar aos governantes sobre a importância de ouvir as percepções dos cidadãos sobre o serviço prestado.

"Muitas vezes pensamos que os pais e encarregados, alunos e a comunidade não têm nada a dizer sobre a educação porque nada sabem. Mas na verdade a experiência mostra que as percepções dos cidadãos determinam a importância que dão à própria escola e ao seu envolvimento", disse.

O lançamento do estudo contou com a presença de vários quadros dirigentes do MINEDH, serviços distritais de Manica e Alto-Molócuè, Sociedade Civil e doadores.
Por seu turno, o director distrital de Educação de Alto-Molócuè, Tomé Alface, elogiou o estudo e disse que as pesquisas do CESC têm estado a informá-lo sobre como as comunidades vêem o seu sector e dai desenhar mecanismos de como resolver as preocupações.

"A implementação do CPC mostra-nos o que as pessoas gostam e não gostam e ai nós vemos quais as prioridades dos cidadãos dos problemas existentes", afirmou.
Ainda no mesmo encontro, os participantes discutiram e propuseram acções para a estratégia de Advocacia por maior assiduidade dos professores e alunos nas escolas.
O estudo foi feito nas províncias de Gaza (Chókwe, Bilene e Guijá); Nampula (Murrupula); Zambézia (Lugela, Mocuba, Alto Molócuè e Mopeia); Cabo Delgado (Montepuez, Ancuabe, Quissanga); Manica (Manica e Sussundenga); Niassa (Município de Lichinga) e; Cidade de Maputo (distrito Municipal KaMavota).

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